
De acordo com o dicionário:
do Lat. bucca
s. f.,
cavidade ou abertura pela qual o homem e outros animais ingerem os alimentos;
por ext. qualquer abertura ou corte que dê ideia de boca;
pessoa que come;
entrada de rua, rio ou baía.
Mas a minha observação sobre a boca não é essa.
Existem bocas e bocas. O que mais me impressiona é que as bocas se comportam de maneira diferenciada.
Existem pessoas que falam sem abrir a boca e têm pessoas que abrem a boca sem emitir uma única palavra.
Na estação Barra Funda do metrô encontrei uma figura que conseguia fazer as duas coisas: A pessoa falava e a sua boca não abria (pelo menos da onde eu estava observando) e quando ela terminava a frase a sua boca mexia por alguns segundos.
Talvez a boca daquela pessoa fosse uma boca revoltada, que não se contentava em apenas despejar as palavras com seus movimentos embalados pelos lábios, ela queria dizer mais! E por que isso não acontecia? Talvez não houvesse vocabulário suficiente para esticar a oração com mais duas ou três palavras.
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